Será que existe hora para abraçar alguém que queremos abraçar ?

Sobre os finais de ano

Outro dia estive no começo de 1992 e agora já é final de 2016.

Parece até que aconteceu de um dia para o outro.
Pelo menos, foi a sensação que eu tive.

Imaginei se nós, de fato, paramos pra pensar que o tempo realmente passa, ou se já virou automático dizer que “o tempo passa e a gente nem vê”.

Fiquei curiosa em saber o que estávamos fazendo enquanto esse tempo estava passando.Logo, me veio alguns questionamentos:

Será que finalmente fizemos aquela faxina em casa, que várias vezes foi planejada?

Será que tiramos um tempo para separar para doação aquelas roupas que já não servem mais, ou acrescentamos mais ainda no guarda roupa?

Será que visitamos, pelo menos uma vez no ano, algum lugar que abriga  pessoas que já viveram mais do que nós e que talvez ficariam contentes em nos contar como tem sido essa experiência?

Será que visitamos, pelo menos uma vez no ano, algum lugar que não tenha nada a ver com a nossa realidade, mas que nos fariam compreender que existem várias outras realidades que são tão importantes quanto a nossa?

Será que passamos a maior parte do tempo reclamando de sono por ter tido que acordar cedo, ao invés de agradecermos pelo privilégio de ter acordado mais um dia?

Será que passamos a maior parte do tempo reclamando dos brinquedos espalhados pela casa do que brincando com os filhos?

Será que passamos a maior parte do tempo pensando na pilha de processos que ficou no trabalho, enquanto estávamos em casa?

Será que passamos a maior parte do tempo pensando na pilha de louças que ficou em casa, enquanto estávamos no trabalho?

Será que passamos todos os finais de semana trabalhando e estudando, sem ter tirado pelo menos um para ir a uma festa com um amigo ou ao cinema sozinho?

Será que passamos todos os finais de semana indo à festas ou ao cinema sozinho do que trabalhando e estudando? Deveria haver um equilíbrio nisso?

Será que passamos mais tempo com os amigos e o namorado do que com a família? Ou, mais com a família do que com os amigos e o namorado? Tem que passar mais tempo com quem? Tem regra para isso?

Será que passamos a maior parte do tempo estando preocupados com a hora, ao invés de aproveitar aquele momento único? Será que todos os momentos são únicos?

Será que abraçamos quem queríamos ter abraçado e hoje essa pessoa não está mais aqui?

Será que abraçamos quem queríamos ter abraçado e hoje essa pessoa continua aqui?

Será que existe hora para abraçar alguém que queremos abraçar?

São muitas às perguntas.

Não vamos esperar o ano acabar para “começar” a respondê-las.
Não vamos começar mais um ano acumulando mais perguntas.

Desfrute do tempo que passa e comece a vê-lo passar.

PS: Não espere o ano acabar para abraçar.

Simone Azevedo

Isolda Risso
Isolda Risso

Mãe, Empresária, Cronista, Coach de Vida , Design de moda e acessórios, observadora do comportamento humano. Um Ser humano mutável e processo de evolução !

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