No primeiro momento eu custei a acreditar no que estava ouvindo….

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jovens

ULTIMA SEXTA-FEIRA

Acordei faz pouco tempo, me sentindo mais cansada do que quando fui dormir, e olha que ontem fui dormir relativamente cedo,antes da meia noite.

O apartamento abaixo do meu mora uma família e quando os pais viajam os filhos reúnem amigos e entram madrugada a dentro com som alto, além de falarem gritando. O som sobe e a sensação que tenho é de que estão todos dentro do meu quarto.

Nesta ultima sexta-feira, por volta das 23:30h eu deitada e ali embaixo a maior festa, pensei: são jovens, não vou dar uma de chata e reclamar. Mas a hora passava  e eles mais animados ficavam. Há certa altura depois de eu tentar pacificamente dormir e nada, me levantei e fui até a cozinha em busca de uma solução. Interfonei para lá e uma voz feminina me atendeu.

-Alô

-Boa noite

-Boa noite

-Sou sua vizinha, me chamo Isolda, moro no apartamento…

– Sim

-Eu sei que vocês são jovens e longe de mim estragar a noite de vocês, mas por favor, é possível diminuírem o som e o tom de voz? Amanhã levanto cedo, trabalho e não estou conseguindo dormir pelo barulho que vem dai.

-Ah sim… Vou pedir para os meninos

-Obrigada

Coloquei o aparelho no gancho… peguei um copo, fui até a geladeira e enchi com agua de coco. Depois de saciada a cede e saindo da cozinha em direção ao meu quarto percebi que as vozes que vinham do dito cujo ap estavam mais altas do que antes. Pensei: será possível ?

Fui até o terraço e o que aparentemente seria impossível era a mais animalesca realidade.

O que vinha debaixo era o seguinte:

Ahhhhhh a puta de cima esta reclamando?

Deve ser uma velha chata… Velha safaaaada

Que nada, vai ver que é falta de homem

Quem vai se candidatar a subir e dar um trato nela?

Essas e  outras delicadezas permaneceram até que uma voz se sobressaiu com a seguinte frase:

Vocês estão pegando pesado, deixa ela para lá.

No primeiro momento eu custei a acreditar no que estava ouvindo, quanta falta de educação, quanta animalidade. Esses jovens deveriam estar morando em uma cocheira e não em um apartamento de classe media alta. Tive o impulso de me trocar e me dirigir até lá encarando-os e pedindo que falassem na minha cara. Depois de alguns minutos de indecisão, ponderei se valeria a pena ne colocar diante daqueles ratos, optei por ligar no apartamento do sindico… Coitado do sindico, eu que não quero nunca ser síndica… Tocou , tocou e não atendeu.

Liguei na portaria, o porteiro disse que outro morador já havia reclamado, ele

já havia chamado atenção dos habitantes daquele recinto e não adiantou nada.

Inconformada, me troquei e desci até a portaria em busca do livro de reclamações, lá eu relatei toda a situação.

Voltando ao meu quarto, espumando de raiva fiquei pensando no que leva pessoas que aparentemente receberam  educação agirem de forma tão grotesca?

Será que foi falta de orientação familiar ? Será que são almas rudes? O que leva meu Deus reagirem a um pedido feito com a maior educação de forma tão animalesca?

Não me conhecem, não sabem absolutamente nada sobre mim e se dão o direito de me xingarem, usarem de vocabulário de ultimo escalão, referindo- se uma pessoa que não fazem a menor ideia de quem é.

Por onde anda o bom senso neste mundo?

Que escola esses jovens frequentaram?

Que tipo de pais eles tem?

Por onde anda o respeito para com o seu semelhante?

Por onde anda a gentiliza?

Por onde anda a cordialidade?

São tantas as indagações…

Um abraço

Isolda

Isolda Risso
Isolda Risso

Mãe, Empresária, Cronista, Coach de Vida , Design de moda e acessórios, observadora do comportamento humano. Um Ser humano mutável e processo de evolução !

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