No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando… mas quem estava procurando por você. “

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#FELIZNAPRÓPRIAPELE
só contigo

Relacionamentos e suas roupagens…

Gosto muito de uma frase atribuída á Mario Quintana e com o passar dos anos  confirmo o quão sábio ele foi ao afirmar: “Com o tempo, você vai percebendo que, para ser feliz com outra pessoa você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você , principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas… é cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando… mas quem estava procurando por você. “

Embora não pareça, eu sou meio ventana com algumas coisas, o que para muitos chamaria a atenção ou teria um grau de importância, para mim, passa batido.

 

Mas se tem uma coisa que me faz vibrar,e raramente deixo passar  é observar gestos, olhares, atitudes e posturas, posso assegurar que me dá mais prazer que comer brigadeiro com colher na panela, de preferência ainda quentinho.

E neste universo “observatório” algo que me chama muito a atenção é quando vejo um casal a sós em um restaurante.

Não são todos, óbvio, mas existe um numero considerável de casais que ficam sentados cada qual em seu mundo, aguardando o pedido chegar.

Quando tenho essa cena diante de mim eu me indago: “o que aconteceu com eles que até a conversa deixou de existir”?

Afinal, se nos dispomos ir a um restaurante ou barzinho acompanhado do nosso par, devemos estar desejando desfrutar de algumas horas de lazer e descontração, e isso inclui drinks, boa música e um ótimo bate papo.

Ao ver casais com idade mais avançada mudos frente a frente, até dou um desconto, mas os mais jovens e hoje vejo mais os jovens casais, que os da velha guarda tendo este comportamento, sinto um pesar.

Há poucos dias, eu e mais três amigas fomos em um restaurante nota dez , animado, com um som legal, um pessoal descolado, bem agradável mesmo.

O papo rolava solto quando me chama a atenção um belo casal que acabara de entrar.

Os dois eram bem jovens, lindos e escolheram uma mesa bem de frente para mim.

Sentaram e assim que o garçom os abordou fizeram o pedido, o garçom se foi, eles trocaram meia dúzia de palavras, cada qual pegou seu celular e enquanto aguardavam, intercalaram entre o celular e olhar para um lado, para outro lado e mal se olharam.

A princípio eu pensei: vai ver que são irmãos, mas logo essa hipótese caiu por terra, porque comentei com as amigas e uma delas me afirmou que eles entraram de mãos dadas. Ou seja, formavam mesmo um casal.

Curiosa que só, fiquei maquinando a possibilidade de estarem brigados.

Mas se estavam encrencados, porque teriam ido a um lugar como aquele? Será que se desentenderam no caminho? Minha cabeça viajou por todos os continentes.

Bisbilhoteira que só, pensei que eles poderiam ter escolhido um outro lugar para se ajustarem. Olha eu mentalmente criando briga e querendo resolver a briga. Conheço pessoas que quando estão diante de um problema gostam de sair para acertar os ponteiros, mas se fosse isso, eles deveriam estar conversando e não alheios um ao outro.

Ai ai ai, curiosidade mata.

Muita coisa passou pela minha cabeça, nenhuma confirmada obviamente e já que nunca iria saber mesmo, tomei outro rumo de pensamento.

Olhando aqueles dois eu presumi que o encanto acabou, a mesmice se instalou e eles por alguma razão não se deram conta disso, ou se deram, não estavam sabendo o que fazer com a situação.

Em um relacionamento duradouro é comum que as primeiras emoções com o passar do tempo, vão criando outras formas, vestindo roupas diferentes, modificam-se naturalmente.

Algumas,  ficam mais belas, outras nem tanto e boa parte, se transformam em decepção, descrença e certa amargura.

Se os envolvidos não estiverem empenhados em fazer com que essas mudanças causem o menor ruído possível na relação, a coisa roda mesmo.

A rotina do cotidiano, os problemas naturais da vida, são ingredientes poderosos para minar a melhor das boas intenções.

Todo inicio é recheado de palpitações, frio na barriga, muito tesão, delicadezas,  gentilezas, cuidados, longas conversas, intermináveis planos, as horas passam e não nos damos conta.

Como já me referi, é natural que isso vá mudando e cabe a nós aceitarmos com relativa tranquilidade essas mudanças.

Umas chegam, outras se vão, mas entre todas as mudanças, uma não deve ir embora, a amizade e o prazer de conversar.

Para mim, quando estes elementos se tornam escassos em um relacionamento, é só uma questão de atitude…. sair dele ou sentar para conversar e ver se ainda tem algo que possa ser recuperado.

Mas venha cá, o que isso tem a ver com a fala do Mario Quintana?

Um abraço

Isolda

Isolda Risso
Isolda Risso

Mãe, Empresária, Cronista, Coach de Vida , Design de moda e acessórios, observadora do comportamento humano. Um Ser humano mutável e processo de evolução !

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