No final das contas, estar em casa é se sentir bem, para com nós e para com o mundo.

 


Sobre “Sentir-se em casa”

Costumo pensar que nossa casa não abriga apenas o nosso corpo, mas abriga também a

nossa mente, a nossa individualidade. Abriga nosso jeito de ser de qualquer jeito, com todo o direito.

E ainda tem gente que não gosta de ficar em casa. Aliás, tem gente que prefere não se sentir em casa, prefere viver em bares, boates ou em shoppings comprando as melhores roupas ou os mais belos pares de sapatos.

Não sei se é por pensar que é solitário demais, ou se porque partilhar da própria companhia é tão ruim assim.

Mas, aí eu te pergunto: Como pode ser ruim ou solitário passar um tempo num lugar onde você pode ser do seu jeito e de qualquer jeito?

Isso não quer dizer que você não possa ser assim na maioria do tempo.

Mas quando se está em casa, quase nada importa. Você tem a liberdade de ser reto ou torto, chato ou legal, útil ou inútil. Não importa, ninguém vai ver mesmo.

Sentir-se sozinho. Sentir-se inútil. Sentir-se chato. Precisamos disso também.
Não somos bons em tudo.

Mas, ninguém tem utilidade o tempo todo e nem inutilidade o tempo todo.

O que nos falta hoje é um pouco de equidade com nós mesmos.  É saber apreciarmos nossa própria companhia dentro da nossa própria casa. E não passar a maior parte do tempo se ocupando do outro, já que cuidar da nossa própria vida não é uma tarefa nada fácil.
Muita gente está fazendo morada em qualquer outro lugar, talvez por achar que as flores do vizinho são sempre mais belas, à ponto de não cultivar mais o próprio jardim.

A nossa singularidade tem se tornado tão distante, e a vida do outro tem se tornado mais interessante. Cada vez mais estamos desconectados com nossas emoções.

Precisamos de espaço para nós mesmos. Nem que seja para nos conhecer melhor.

E morar consigo mesmo ajuda muito nesse conhecimento.

No final das contas, estar em casa é se sentir bem, para com nós e para com o mundo.
É um momento para refletir e reconsiderar todos os pensamentos, os medos, as transições, os conceitos e preconceitos que cada um tem.

É compreender que existem outras casas por aí, mas que é da nossa que devemos cuidar. É abrir a janela e deixar um novo sol entrar.

Portanto, quando não souber aonde ir, passe um tempo dentro de casa para descobrir.

Aproveite e passe um café também.

Simone Azevedo, Cantora & Compositora, Psicóloga, apreciadora da vida, das palavras e das pessoas.

Isolda Risso
Isolda Risso

Mãe, Empresária, Cronista, Coach de Vida , Design de moda e acessórios, observadora do comportamento humano. Um Ser humano mutável e processo de evolução !

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