Eu nego, você nega, nós negamos…

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Eu nego, você nega, nós negamos…

Quando ouço: “fulano (a) me decepcionou”, automaticamente indago:  “decepcionou em que “ ?

 Comumente as respostas são mais ou menos estas:Eu pensava que ele (a) fosse assim e não é” ou “Eu desejava que ele (a) fizesse assim e não fez” ou “Eu imaginava que iria acontecer de tal forma e não foi bem assim “.

É isso aí…. A maioria das decepções, das desilusões, acontecem porque não tivemos zelo com as nossas emoções e fizemos projeções desagregadas da realidade.

Movidos pelo desejo ardente de amar e ser amado, não usamos a racionalidade que Deus nos deu e passamos a fantasiar de livre e espontânea vontade, que aquele “Ser” é o destinado pelos céus, o prometido pelos anjos para atender á todos os nossos anseios afetivos e emocionais.

Bloqueamos a razão e como a paisagem em preto e branco é menos atrativa, colorimos o quadro com as cores da carência. Conscientes ou não, acionamos os nossos mecanismos de defesa e por um “período de tempo “, adiamos o momento de exercermos a difícil arte de encarar os fatos e administrar frustrações.  O ser humano quando ébrio pelo que deseja, justifica o injustificável, nega o inegável, vê o que não existe e deixa de avistar o que até os cegos enxergam.

Tardamos ao máximo que a cortina da verdade se abra e bem diante dos nossos olhos, nos mostre o que definitivamente não queremos ver.

A negação é um mecanismo psicológico, ela aparece como a primeira reação diante de uma perda ou uma derrota. Não olhar com precisão, nos livra momentaneamente da angústia, da dor, dos sonhos descontruídos, mas a médio e longo prazo a consequência da negação virá com muito mais vigor.

Abraçados na escassez de afeto nos iludimos, abrimos espaço para que os sonhos ilógicos assumam uma aparência de verdade, fantasiamos e passamos a acreditar na fantasia, de que determinadas pessoas nos deem o que naturalmente não tem para nos dar. Fazemos projeções desconectadas da razão, e quanto maiores forem as projeções, maior será nossa luta para materializá-la, maior será o sofrimento na hora que o véu cair.

Ficamos prisioneiros de sonhos que se realizam somente no imaginário e como resultado, as frustrações e decepções são constantes. Outro ponto a ser pensado é o fato de que enquanto sonhamos, estamos tendo pequenas doses de prazer. Enquanto estamos abraçados á fantasia, não há de se fazer esforços, de lidar com contrariedades, não precisamos renunciar a nada, as concessões são inexistentes.

Assim como a felicidade faz parte da busca do ser humano, o prazer também tem sua relevância nos nossos dias, mesmo que seja um prazer frugal. É fundamental discernir o que desejamos forçar que seja realidade, daquilo que verdadeiramente é realidade, caso contrário corremos o risco de negar fatos preciosos que nos ajudariam a perceber antecipadamente situações de perigo, evitando assim mal maior.

Não é fácil renunciarmos as ilusões, se não nos conscientizarmos de que a felicidade, a alegria ou o sofrimento não estão nos fatos e nas coisas da vida, mas sim na forma como a nossa mente percebe.

Amar e ser amado, possuir uma família, ascender na carreira, adquirir estabilidade econômica, uma casa, viajar, pertencer a um grupo, ter amigos, ser aceito, são sentimentos que compõem o universo dos humanos, mas façamos jus a nossa condição de humanos e usemos mais a nossa razão.

Um abraço !

Isolda

 

Isolda Risso
Isolda Risso

Mãe, Empresária, Cronista, Coach de Vida , Design de moda e acessórios, observadora do comportamento humano. Um Ser humano mutável e processo de evolução !

1 Comentário
  1. Nem sempre as situações ao nosso redor estão sob nosso controle. Existe o outro, com caminhos, conceitos, necessidades e percepções diferentes da nossa. Eu, particularmente uso mais a razão do que as emoções para tomar decisões. Não consigo ser feliz fazendo outro infeliz, mesmo tendo consciência de que estou me prejudicando. Não nego em que há momentos que dá vontade de chutar o balde.

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