É impressionante como ainda tem gente que decifra o outro baseando-se em sua aparência, em algumas palavras bem estudadas.

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Fora do Carnaval

Segundo o mito popular pode-se conhecer alguém pelo modo como se veste, cumprimenta, senta-se, pega em um copo.

Há quem professe que o maneirismo por mais inócuo que seja,  é o bastante para dizer quem é quem.

É impressionante como ainda tem gente que decifra o outro baseando-se em sua aparência, em algumas palavras bem estudadas.

Vivemos dias de vitrine humana. Mostra-se muito e de tudo exageradamente. Lê-se pouco, reflete-se  menos ainda , fala-se muito e fala-se sem ter o cuidado de certificar se é fato ou não. E mesmo que seja verídico, se não me diz respeito por que falar?

Ter o zelo de não ferir o outro, tem-se tornado irrelevante cada dia mais.

É certo que os modos de uma pessoa, seu jeito de comunicar-se, seja no frente a frente ou online,  pode nos levar a “supor” como ela  age e reage diante da vida, dos acontecimentos mais significativos ao mais banais.  Podemos  também “imaginar” seus valores, seus princípios, mas jamais saberemos estar  certos ou não, enquanto nosso alcance ficar  na casa do olhar.

Todos aqueles que pretensamente conhecem as pessoas dessa maneira meramente, aceitam viver baseados em um possível conjunto de marketing e  mitos.

O modo como uma pessoa se apresenta, comprova apenas a forma que ela se apresenta, assim como o modo que ela dobra um lenço mostra apenas o modo como dobra um lenço e nada mais.

Dizer que conhecemos  de fato alguém, acontecerá a partir do momento que  formos  tratar com ela algo que poderá influenciar em seus interesses pessoais, ai meu amigo(a)  é que veremos de verdade quem é Pedro e Mané.

Comumente ouço: o homem é um bicho ruim, o pior do reino animal.

Também ouço: o homem não tem jeito, quem nasce torto morre torto.

São muitas as impressões negativas que chegam aos meus ouvidos, que testemunho e todas as vezes que ouço ou comprovo, me desagrado, mas a realidade esta posta,  só não enxerga o descaso com que alguns lidam com as relações quem opta por viver o mundo das ilusões.

Nos últimos tempos este descuido tem se acentuado e me parece que não são muitos os interessados em modificar este quadro.

Tenho sido surpreendida com atitudes vinda de pessoas que eu tinha em alta conta,  que jamais, nem nas piores previsões eu poderia imaginar posturas tão vis como já presenciei.  Eu me entristeço, minha confiança no ser humano tem se tornado mais e mais frágil.

É muito triste ver a cultura de que os fins justificam os meios, encontra ressonância em tantas mentes e falsos corações.

É lamentável ver pessoas tratando outras tendo como objetivo principal: o que ela pode me  render.

É surpreendente a rapidez com que os laços são feitos e desfeitos nos dias atuais. Do dia para a noite tornam-se  os melhores amigos(as) da noite para o dia , são indiferentes ou  inimigos mortais. Nem sempre ocorre algo que justifique tal ruptura, comumente são os interesses que não interessa mais.

Faz bem aos ouvidos ouvir palavras bonitas e tão mal á alma quando comprovamos  que não passam de belas palavras. Quando chegam ás portas das conveniências  pessoais, esquece-se tudo que foi dito.

Eu sei que o que falo não é novidade para ninguém, nunca tive a pretensão de ser  anunciante de algo inusitado, sei também que já tenho idade o suficiente para não me surpreender com certas  coisas, mas ainda me surpreendo e me inquieto quando vejo mascaras encobrindo e desnudando rostos transfigurados pela ambição, pelo  orgulho e vaidade. São os Pierrôs e as Colombinas dançando permanente carnaval.

Isolda

Isolda Risso
Isolda Risso

Mãe, Empresária, Cronista, Coach de Vida , Design de moda e acessórios, observadora do comportamento humano. Um Ser humano mutável e processo de evolução !

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