E aí, o que você está achando da chegada do Uber?

 

Sobre o Uber em Cuiabá

Outro dia eu resolvi experimentar duas corridas.

Uma de Táxi, outra de Uber.
Pois bem!
No táxi, eu perguntei para o taxista: E aí, o que você está achando da chegada do Uber?
O taxista para mim: Acho sacanagem!

A gasolina está alta e o valor que eles cobram não é justo com a gente, sem contar que eles não pagam imposto. Além disso, eles não oferecem nenhuma segurança, já que na corrida compartilhada qualquer pessoa pode entrar no carro sem você saber quem é ou para onde vai.

E como estou no ramo faz tempo, existem ótimas referências sobre mim… Mas acho que esse “tal de Uber” não vai durar por aqui, pois as pessoas logo perceberão que não é tão seguro quanto como andar conosco, taxistas.

No uber, eu perguntei para o uberista: E aí, como está o movimento por aqui? (o celular dele não parava de tocar).
O uberista para mim: Está muito bom! Olha aí, meu celular não para. Você viu lá no aplicativo que eu estava finalizando uma corrida antes de te buscar, né? Mas os taxistas não estão gostando, porque somos muito mais em conta que eles e a gente não paga imposto.

Eu deveria ter descido dos dois carros com duas impressões diferentes, mas desci com três.

A primeira é de que o taxista parecia estar chateado e prefiro acreditar que ele tenha dito algumas coisas sem pensar, como por exemplo, “andar de taxi é mais seguro”, ou, “no Uber qualquer pessoa pode entrar no carro sem você saber quem é ou para onde vai”.

Aí eu fiquei pensando. Será que ele conhece todas as pessoas que entram no carro dele? Será que ele sempre sabe para onde essas pessoas vão?

Que segurança é essa que ele quis dizer?

Eu poderia ter perguntado tudo isso para ele, mas a corrida foi curta e eu só queria ouvir.

A segunda impressão foi de que o uberista parecia estar bem contente com o novo “job” e bem animado com o celular que não parava de tocar.

Sem falar, que a questão de não pagar imposto parecia justa para ele.

A terceira impressão, eu tive depois das corridas.

Fiquei pensando sobre a falta de harmonia que estamos vivendo, sobre a falta de discernimento para compreendermos que não é questão de ser melhor ou mais barato, mais bonito ou mais novo e sim dessa ganância de não aceitar que várias estrelas brilhem no mesmo céu.

E essa segurança, será que estamos mais seguros com quem paga imposto do que com quem não paga?

Será que estamos mais seguros sozinhos ou em uma corrida compartilhada?
Será que estamos seguros em algum lugar?

Paremos e pensemos.

O taxista tem o direito de estar chateado.
O uberista tem o direito de estar contente.
E eu tenho o direito de ir e vir com qualquer um.
Não estou aqui para defender ou criticar nenhum dos dois.
Até porque, sou apenas mais uma passageira.
Quem quiser ir de táxi, que vá.
Quem quiser ir de Uber, que vá.
A gente só precisa chegar em algum lugar.

PS: As três primeiras impressões não são (nunca) as que ficam.

Simone Azevedo

Isolda Risso
Isolda Risso

Mãe, Empresária, Cronista, Coach de Vida , Design de moda e acessórios, observadora do comportamento humano. Um Ser humano mutável e processo de evolução !

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