Cheguei a conclusão de que não sou eu quem faço e sim meu coração…..

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Tenho um pé nas terras de Eça de Queirós  e outro em solo de Fellini.

Gosto de literatura e falo com as mãos, se me amarrar fico muda.

Desde sempre, converso com facilidade e prazer com os livros, com o artesanato, a estética e as imagens. Tenho habilidade manual e um olhar sensível ao mundo.

São essas coisas que trazemos ao nascer e pela qual não se tem explicação, ao menos no meu caso. Nunca me habilitei nesse sentido, sou uma autêntica autodidata, sigo meu instinto e reconheço que minhas investidas nessas áreas tem resultados satisfatórios.

Não sou uma boa dona de casa, embora tenha sido educada também para essa função, deixo muito a desejar e agradeço sempre a Deus por ter colocado no meu caminho anjos que cumprem essa função com maestria. Hoje tenho dois anjos que me acompanham.

Cristina chegou não faz muito tempo, coisa de 2 anos, talvez um pouco mais e já roubou meu coração com seu sorriso fácil e constante. Não sei como ela  consegue me atender sorrindo, porque sinceramente, tem dias que até eu me irrito com as vezes que a chamo.

Fico pouco em casa e quando estou, tenho o mal hábito de querer tudo na hora.

É um tal de Cristina  me pega isso por favor, Cristina me ajude a fechar esse vestido, Cristina… Cristina… É uma alma abençoada, se não era, passou a ser depois que veio trabalhar aqui em casa, garantiu seu lugar no céu.

E tem Ciça que já é parte da família.

Se tem alguém que manda na casa é ela, não raras vezes em mim e nos meus filhos. É ela quem decide o que vamos comer, quem faz o supermercado e quando esta muito inquieta é o meu sono matinal quem paga o pato.

Como tomamos o café da manhã juntas e as vezes que eu demoro para acordar, ela entra no quarto, desliga o ar condicionado, suspende a persiana e abre uma fresta na janela. Quando isso acontece eu já sei que ela quer tomar café e conversar. Também é ela quem decide quando minha filha que mora fora da minha cidade deve se alimentar melhor.  Começa assim:  já tem tempo que Nazinha não come minha comida, a bichinha deve estar um fiapo e aquele apartamento precisa de uma geral. Ok… Entendi, é hora de despachar Ciça  para as bandas de lá. Eu mando pouco na casa é fato e não me comunico cotidianamente com os trabalhos exigidos para manter um lar asseado e seus habitantes alimentados , mas não abro mão de montar e arrumar os arranjos de flores pela casa.

É um prazer que não deixo para ninguém. Normalmente os troco aos sábados, é mais ou menos um ritual que começa logo ao despertar,  que nunca é muito cedo.

Peço para Cristina descartar o que tem nos vasos, as orquídeas que já perdeu as flores ela coloca em um parte do terraço que não pega sol e na próxima ida á fazenda eu levo para amarrar nas árvores. Quando chego lá, sempre encontro uma florida, embelezando a vida de quem passa por ali.  As chamo de “minhas meninas” e digo que elas sorriem para mim.

Depois de tudo falado aqui em casa, vou para a floricultura e lá a alegria começa de verdade. É uma delícia ficar olhando, pensando em como vou fazer , escolhendo e depois de mais ou menos uns quarenta minutos de deleite volto para a casa com o carro cheio de flores. Sempre inicio idealizando ficar assim ou assado, nunca cheguei ao fim do jeito idealizado, no meio do caminho vai tomando outro rumo e eis que ele toma forma e corpo. É sempre uma surpresa para mim.Cada arranjo que faço é singular e como uma mãe coruja gosto de todos eles.

As vezes olho e me pergunto como consegui fazer aquela lindeza. Cheguei a conclusão de que não sou eu quem faço e sim meu coração.

Um abraço

Isolda

 

Isolda Risso
Isolda Risso

Mãe, Empresária, Cronista, Coach de Vida , Design de moda e acessórios, observadora do comportamento humano. Um Ser humano mutável e processo de evolução !

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