Nós e os pecados capitais…

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Nós e os pecados capitais…

Passei anos da minha vida sem me interessar pela política e quando em conversas com amigos a mesma vinha a baile, minha colaboração era proporcional ao meu conhecimento sobre o tema, ou seja: “parco”.

 Sempre tive um olhar de descrença quanto aos políticos, obviamente que tem pessoas que adentraram ao meio por ideais nobres. Infelizmente é uma minoria e esta minoria acaba sendo contaminada pelo poder, que o poder exerce sobre as criaturas.

Os anos vêm passando, meu olhar sobre os que estão no poder permanece o mesmo, mas junto com os anos, veio a compreensão de que enquanto cidadã eu tenho o dever de desenvolver uma consciência política. A partir daí, adotei como rotina ler a coluna política no meu jornal matinal. Confesso que levei um tempo para me familiarizar com os partidos, suas propostas, tanto quanto com o nome dos seus defensores.

Estou muito longe, mas longe mesmo de conhecer a política, se antes eu era uma leiga cega, hoje me considero uma leiga de olhos semiabertos sem muita disposição para abri-los totalmente. Embora eu tenha como princípio evitar a generalização, quando se trata de políticos brasileiros da atualidade, fica difícil escolher um que possa nos representar. Que triste presenciar dia após dia, pessoas que foram eleitas pelo povo para trabalhar a favor do povo, espoliar quem os colocou ali e com uma cara de pau tão grande que as vezes custo a crer no que meus olhos veem e meus ouvidos escutam.

Eu nunca me considerei exemplo de nada nem para ninguém, procuro agir de acordo com os valores que meus pais me passaram e com os que eu adquiri ao longo dos anos, mas quanta dor e vergonha eu sinto quando vejo esses homens engravatados e essas mulheres em seus terninhos, brincarem de ser governantes. Lá do meu sofá eu fico me perguntando: “o que será que essa criatura tem no lugar da consciência” ou “será meu Deus, que Deus se esqueceu de colocar um coração neste Ser quando o criou”? Nem uma coisa nem outra, vamos deixar Deus fora dessa e lembrarmos o que Francisco VI, Duque de La Rochefoucauld (escritor francês do século XVII) disse sobre as intenções do ser humano: “ficaríamos envergonhados de nossas melhores ações, se o mundo soubesse o que as motivou”.

A afirmativa é válida porque se refere as criaturas que advogam fazer o bem a fim de alimentar sua vaidade pessoal, impressionando o mundo para que os inclua no rol dos generosos e de grandes altruístas. O orgulho esta incluído entre os tradicionais pecados capitais do catolicismo, assim como a vaidade é uma ideia justaposta ao orgulho, ela também se destaca como um dos mais antigos defeitos a serem combatidos na humanidade.

Então… fico aqui matutando: se o problema não é a política e sim o homem na política, como é que vamos sair dessa? Não vamos né… pelo menos em curto prazo, e quando falamos em mudar o homem, uma centena de anos é logo ali.

Bom, já que não irei ver o novo homem ao menos com estes olhos que a terra há de comer, eu daqui do meu computador dividirei com você uma frase que ouvi ao participar de uma aula com o grande filósofo brasileiro Mario Sergio Cortella, disse nos ele: “o Brasil não tem planos de nação, somente planos de governo” e eu metida que sou finalizo aqui a nossa conversa com a seguinte colocação: “só resolveremos as nossas questões sociais, políticas e econômicas a partir do momento que cada um, na sua intimidade, trabalhar o egoísmo e a vaidade”.

Boa sorte para nós e que Deus nos muna de muita força, coragem e perseverança para que façamos a auto transformação.

Um abraço

Isolda

Isolda Risso
Isolda Risso

Mãe, Empresária, Cronista, Coach de Vida , Design de moda e acessórios, observadora do comportamento humano. Um Ser humano mutável e processo de evolução !

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