Roupas podem sugerir, persuadir, conotar, insinuar e até mentir…

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Vestimenta
Origem desconhecida

Trajes, tecidos e outras coberturas usadas por humanos sobre seus corpos

 Os materiais que os humanos antigos usavam para criar as primeiras peças de vestuário foram, provavelmente, aqueles que eles encontravam ao seu redor, como gramíneas trançáveis, folhas de plantas e peles de animais.

Devido ao fato de tais materiais se decomporem com demasiada facilidade, é difícil determinar a época exata da criação da vestimenta. Pesquisam que estudam piolhos humanos sugerem que a vestimenta surgiu por volta de 650 mil anos atrás, enquanto outros estudos apontam uma origem estimada em 170 mil anos atrás.

Tais períodos correspondem ao início ou ao final de uma era glacial, indicando que provavelmente a vestimenta se desenvolveu como uma maneira de lidar com climas mais frios.

Os primeiros itens de vestuário eram, provavelmente, mais rudimentares em sua feitura, enrolados ao corpo e amarrados com alguma espécie de fibra. O desenvolvimento da agulha, por volta de 35 mil anos atrás, pelo Homo sapiens, permitiu a criação de roupas mais complexas – trajes que podiam ser dispostos em camadas e ajustados para se adequarem a determinadas partes do corpo.

Criou-se a hipótese de que tal tecnologia pode ter sido o que permitiu ao Homo sapiens sobreviver aos Neandertais, que eram mais resistentes ao frio, não tendo desenvolvido o ímpeto de refinar suas habilidades em técnicas de corte e costura, necessárias para a produção de roupas que os aquecessem.

Embora inicialmente as roupas tenham sido criadas por necessidade, desde então se tornaram muito mais do que um simples meio de adaptação ao ambiente. Ao longo da história foram usadas como proteção contra as intempéries, mas também como uma forma de transmitir informação não verbal, como sinalizar diferenças quanto a riqueza, classe, gênero ou a pertencer a determinado grupo.

“Roupas podem sugerir, persuadir, conotar, insinuar e até mentir.”

Anne Hollander, Olhando através das roupas (1975)

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