Perfeição… Conceito de algo que é impecável e completo.

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Perfeição
Aristóteles

 A perfeição, no sentido de algo impecável, deriva de discussões de Aristóteles (384-322 a.C) sobre falta ou deficiência. Aristóteles, declarou que “um médico e um musicista são ‘perfeitos’ quando não têm nenhuma deficiência no que diz respeito à forma de sua excelência específica”. Em outras palavras, um espécime “perfeito” é impecável em todos os sentidos no desempenho de sua profissão ou na representação de sua espécie. Esse, no entanto, é apenas um aspecto de um conceito central para a filosofia de Aristóteles.

A palavra “perfeito” é uma tradução do grego teleion, derivado da palavra polissêmica telos. Nesse contexto, o significado relevante de telos é “final”, ou “meta”. Com isso em mente, a tradução pode ser usada para englobar a ideia de ser completo, de ter atingido uma meta. Isso era importante para Aristóteles, pois, como questão de princípio, ele acreditava que todas as coisas existem por uma razão – isto é, elas têm algum telos – e que todas as coisas tendem naturalmente ao cumprimento de seu telos. Portanto, a perfeição, para Aristóteles, é algo que todas as coisas buscam, de uma folha de grama a um ser humano.

Na biologia, Aristóteles usa esta noção para explicar (em parte) os diversos estágios do desenvolvimento de um organismo – cada estágio é um passo na direção do cumprimento de seu telos. Mas na cosmologia, por outro lado, Aristóteles faz um uso muito amplo da ideia, sugerindo que o telos de todos os corpos pesados invariavelmente os leva a um estado de repouso ao redor de um ponto cósmico central. Que todos os corpos pesados caiam sobre a Terra é uma evidência de que esse ponto central é, na verdade, o nosso planeta. Nesse sentido, a perfeição é um conceito inteiramente compatível com o geocentrismo.

“Não tenha medo da perfeição – você nunca a alcançará”.

Salvador Dalí, pintor

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