Na filosofia, “ser é ser percebido” é a ideia de que….

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“Ser é ser percebido”
George Berkeley

Conceito de que algo só existe se for percebido por um indivíduo

 Na filosofia, “ser é ser percebido” é a ideia de que há apenas dois elementos envolvidos na percepção: o indivíduo e o que é percebido. Essa visão desconsidera objetos materiais, defendendo que apenas as ideias que as pessoas percebem diretamente são reais.

A frase esse est percipi (aut-percipere) – ser é ser percebido (ou perceber) – foi cunhada pelo filósofo anglo-irlandês bispo George Berkeley (1685-1753). Conhecido por seu imaterialismo – aparente negação da realidade de qualquer mundo externo -, ele não estava convencido pelas ideias filosóficas de René Descartes (1596-1650) e John Locke (1632-1704), considerando o que eles viam como teorias representalistas da percepção. Os dois homens criavam uma distinção entre a matéria e as ideias pelas quais as pessoas a percebem, o que Berkeley achava que levava ao ceticismo e ateísmo.

Berkeley queria mostrar que o mundo existe mesmo que ninguém o esteja vendo, porque para ele o mundo é uma coleção de ideias percebidas pela mente de Deus. Ele atacou o representalismo em seu Tratado sobre os princípios do conhecimento humano (1710), tentando refutar a crença de Locke de que termos gerais significam ideias abstratas. Para Berkeley, a mente reconhece ideias, não objetos. Há três tipos de ideias: sensação, raciocínio e imaginação.

Quando várias ideias estão associadas, elas são consideradas uma só, que recebe um nome para enunciá-la. Berkeley não negava a existência de um objeto comum, como uma cadeira, que ele dizia ser percebida pelas ideias visuais referentes à forma, ideias tangíveis referentes à textura, e assim por diante.

Ele defendia que há um mundo físico contendo objetos comuns, e não um mundo material. O mundo físico depende da mente porque consiste de ideias que existem porque são percebidas. Hoje, Berkeley é considerado o pai do idealismo porque ele via a realidade como uma construção mental.

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