É inegável que existem pais amorosos, que valorizam e respeitam os filhos….

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AMOR INCONDICIONAL…

Alguém pode me explicar como que uma pessoa, ácida, crítica, implicante, controladora, repressiva, preconceituosa pode ser amada?

Conheço muita gente que acredita que sim.
São os controladores, os críticos, os maledicentes, os caluniadores, ou seja, os odiosos acreditam que independente do quão odiosamente eles ajam, seus parentes, filhos e amigos devem amá-los “por quem são”.
Sinto muito meu caro, esse conceito é absolutamente equivocado. O amor incondicional é possível entre pais e filhos pequenos, porque na maioria dos relacionamentos, inclusive entre pais e filhos, o que determinará quem o ama ou odeia é a sua conduta.

Existe uma crença “romântica” de que pais e mães devem ser amados e respeitados incondicionalmente. Respeitados sim, o respeito é a base de toda relação, independente de qual seja, mas o amor é uma construção. As nossas ações é um histórico vivo, são elas que determinarão a escolha das pessoas em estar ou não ao nosso lado.

É inegável que existem pais amorosos, que valorizam e respeitam os filhos, pais que são um exemplo de conduta e infelizmente há filhos que não reconhecem isso e agem de forma indiferente e desrespeitosa com seus genitores, mas aí, não é por falha dos pais enquanto educadores e sim porque estes filhos são criaturas com problemas de outras ordens.

Dificilmente nós colhemos o que não plantamos e se não plantamos nada, nada é o que haveremos de colher. As pessoas reagem ao que fazemos para elas e por elas.
Ingratidão existe?
Sim… muita, todavia em um relacionamento em que os envolvidos estejam empenhados em construir e manter os laços de afeto, de amor e de respeito, a chance de alguém ser ingrato é bem menor do que quando não se valoriza o convívio.

Outra coisa que vale lembrar é que dificilmente nós gostamos de estar junto de pessoas que vivem reclamando, que se acham vítima de tudo e de todos, que só falam de problemas, sabe aquelas pessoas poliqueixosas, que nada esta bom? Por mais que façamos, para o outro sempre é pouco. Pessoas assim conseguem ver algo de ruim até em um belo pôr do sol. É um poço de insatisfação. Que esposa, que marido, que filho tem vontade de voltar para casa sabendo que vai encontrar só lamentações, criticas e azedume?

Para você não correr o risco de agir dessa forma, faça uma avaliação sincera sobre a forma que você tem agido com as pessoas próximas de sua vida. Não se recrimine caso perceba algo semelhante em você, todos nós passamos por períodos difíceis e ficamos mesmo mais negativos, mas veja bem, “são períodos”.

Para que você tenha êxito nessa análise, é importantíssimo não se julgar, colocando-se para baixo. Este comportamento não leva a lugar algum, só mais negatividade, atraindo para si e para quem esta ao lado. Se culpar é uma forma de impedir seu crescimento, seu avanço.
Vou sugerir caso alguém manifeste interesse, uma dica de como fazer uma auto-análise.
Escolha um local tranquilo, pegue um caderno e uma caneta e conforme vierem as respostas, vá anotando.

1) Dê uma boa olhada em seus atos e pergunte a si mesmo se sua personalidade a torna uma pessoa agradável e flexível.
2) Você é rude?
3) Você é uma pessoa maleável nas ideias?
4) Você gosta de provocar os outros?
5) Você perde fácil o controle?
6) Você tem o hábito de ouvir as pessoas?
7) Você respeita o espaço do outro? Porque tem pais, amigos e parentes que pelo fato de serem próximos, se dão o direito de invadir a privacidade alheia.
8) Como você age em um momento de contrariedade?
9) Você gosta de compartilhar suas coisas ou é egoísta?
10) E por fim, depois de todas essas questões respondidas honestamente, veja se você gostaria de desfrutar da sua própria companhia.

Guarde as respostas para si, ninguém precisa saber, elas não devem interessar ninguém mais além de você. O importante é fazer esse diagnóstico e partir para a mudança.
É evidente que ninguém consegue ser doce, atencioso, gentil, cordato, adorável 100% do tempo.
A pergunta a se fazer é: com qual frequência você é desagradável?
Desejo toda a boa sorte do mundo nessa sua viagem interior.

Um abraço!

Isolda Risso

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