Como posso cultivar as diferentes variedades de amor em minha vida ?

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Com o tema “As faces do Amor” , aconteceu no dia 19/05 mais uma edição do Café com Afeto.

Tendo como convidado especial o jornalista Onofre Ribeiro, que generosamente compartilhou com os presentes seu conhecimento e experiências em torno do assunto.

Na abertura Isolda Risso, fez o convite de retornarem a Grécia antiga, relembrando as diferentes formas de amor que os gregos cultivavam.

Para os gregos da antiguidade “ Eros “ o deus do amor e da fertilidade, a pura manifestação da paixão e do desejo sexual era tão importante quanto “Philia” o amor amigo, podendo ser cultivado no seio familiar como nas  parcerias de trabalho.

Todavia, para os gregos da época de Platão, a philia mais valorizada era a amizade construída nos campos de batalha, onde um amigo combatia ao lado do outro em busca do bem estar de todos.

“Ludus” o amor brincalhão, o amor descomprometido , tinha o mesmo peso e medida de “Pragma” o amor maduro, construído nos relacionamentos de longa data.

“Agape”  o amor altruísta, o amor que se doa e faz o bem sem ver a quem, caminhava ao lado de “Philautia” o amor próprio, reconhecido por Aristóteles positivamente como : “Todos os sentimentos amistosos pelos outros, são extensões dos sentimentos de um homem por si mesmo. “

Na primeira etapa do Café com Afeto, ficou demonstrado que nossas carências em relação ao amor, possa estar fundamentada na forma egoísta de amar do homem contemporâneo, na ilusão de encarcerar o amor na imagem de uma única pessoa.

Para os gregos da antiga Grécia, eles fomentavam o amor nas muitas formas de amar e hoje amamos de forma estreita.

A pergunta é : “como posso cultivar as diferentes variedades de amor em minha vida “?

Eliminar o mito do amor romântico é uma boa pedida.

E o que é o mito do amor romântico ?

É o amor apaixonado, romântico, a ideia da alma gêmea.

Essa concepção é uma das nossas heranças culturais mais destrutivas, isso porque sua principal aspiração e  exigências, suscitam expectativas quase impossíveis em um único ser, favorecendo assim, sucessivas frustrações afetivas, levando a descrença da possibilidade de viver uma história de amor real e sólida.

Para Onofre Ribeiro o amor é antes de mais nada, um ato de compaixão, de doação.

O relacionamento a dois, é um espaço para exercermos a paciência, um ambiente onde os envolvidos aprendem a ceder e conceder nos momentos necessários, crescendo juntos.

A beleza do corpo, a jovialidade adquire outro tipo de beleza, não menos bela.

O diálogo entre os casais deve ser cultivado como forma de conhecer mais e mais o outro, assim como a nós mesmos, pois o ato de falar favorece  uma melhor percepção das nossas emoções e comportamentos.

Depois de ambas explanações, abriu-se para perguntas, colocações , experiências dos participantes.

Foi uma noite memorável, onde todos beberam na fonte do saber, que é a fonte da vida.

Isolda Risso

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Fotografia : Ayla Picicaroli

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